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História do Pug

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Você aí já se perguntou de onde vieram essas criaturinhas amáveis de rabo enrolado e quando surgiram na história? Aqui vamos compartilhar o que sabemos sobre essa raça incrível!

A primeira informação que temos e a mais importante é que SIM, a raça cumpre seu papel de companheirismo desde os primeiros relatos na história.

Em antigos documentos chineses, afirma-se que os “puguitos” já existiam na época de Confúcio, por volta de 700 AC. Na época, logo após ao encerrar os dias de jogos, os cães maiores seguiam de volta para casa a carruagem dos seus mestres, enquanto isso os carinhas achatadas (Pugs), os acompanhavam em cima nos carrinhos, ou seja, já viviam no bem bom, desde cedo.

Cabeça de pug entalhada em monastério budista.

Cabeça de pug entalhada em Monastério Budista no Tibete.

O Pug, de origem ocidental, era animal de estimação dos mosteiros budistas no Tibete. Eram considerados cães de propriedade dos imperadores da China, onde viviam em uma atmosfera luxuosa. Conta-se a história, que por volta de (168-190 dC), um imperador, Ling To, gostava tanto deles, que considerava seus Pugs tão importante quanto sua esposa. Ele ordenou que esses cães pequenos fossem guardados por soldados da guarda Imperial, e alimentados apenas com a melhor carne e arroz. Se alguém tentasse roubar um desses cães, ele ou ela seria condenado à morte.

Ilustração de imperador chines com pugs

Ilustrações de imperador chines com pugs.
Créditos: Sean Lewis

Mas adiante, os comerciantes holandeses trouxeram os Pugs do leste para a Holanda e para a Inglaterra, onde o Pug tem mais alguns dos seus marcos históricos.

Em 1572, o Príncipe William (Holanda) estava em guerra com os espanhóis. Certa noite quando dormia, foi despertado por um de seus Pugs, salvando sua vida (Sim os Pug já eram grudados aos seus donos naquela época, ou seja, Pug sendo Pug rsrs). Os latidos eram para informar a aproximação dos espanhóis que estavam próximos ao seu reino. Se não fosse os latidos, Willian certamente teria morrido nas mãos do império rival. Agora com seu mérito, o Pug tornou-se o cão oficial da “Casa da Laranja” em 1688, condecorado pela realeza holandesa.

Um ano mais tarde, quando o príncipe William viajava da Holanda para a Inglaterra para subir ao seu trono, seus pugs compareceram à cerimônia usando fitas laranja, representando seu império.

A raça se popularizou também pela França, onde ganhou destaque a história de que Josephine, antes de seu casamento com Napoleão Bonaparte, já possuía um Puguito chamado “Fortune”. Quando se casaram em 1796, Napoleão supostamente se recusou a deixar o Pug chegar à sua cama na noite de casamento. O Pug teria então mordido o general na perna e Josephine anunciou que se o cão não ficasse na cama, ela também não ficaria! Daí em diante, Napoleão dividiu sua cama com um Pug e Josephine (olha que fofinhos?).

Fotos de pugs na Era Vitoriana

Os primeiros registros fotográficos de pugs que se tem conhecimento remontam a Era Vitoriana (1837–1901).

O Pug se espalhou por toda a Europa e, depois da Guerra Civil, também pela América.

Já aqui no Brasil os primeiros Puguitos, que foram os desbravadores desta paixão pela raça neste país tropical, chegaram na década de 50. A primeira impressão de nós brazucas foi de tratar-se de uma raça cara, muito rara e difícil de cuidar.

Porém não demorou muitas décadas para isso mudar, com o passar de alguns anos a raça passou a ser mais conhecida, a qualidade e a beleza do Pug brasileiro foi melhorando com as novas linhagens importadas no fim da década de 80. Já na década seguinte, lá estavam eles dentro da casa de todos os brasileiros, através da novela transmitida pela Rede Globo, “Por Amor’’ onde os Pugs dos escritores Jorge Amado e Zélia Gatai, Ines e Fadu atuaram.

Ines, pug de Meg, a personagem de Françoise Forton em "Por Amor" (1997).
Foto: Canal Viva

Hoje os Pugs estão em todos os cantos do mundo, compartilhando a sua felicidade nos seus lares.

História do Pug contada pela arte antiga

Pinturas do século 18 mostram como o pug já era popular e ligado a nobreza naquela época. Clique nas imagens abaixo para ver mais detalhes dos quadros.